Quantas vezes, ao apresentar um projeto de Rollout ou Migração SAP para a diretoria, a discussão travou na pergunta: “Mas qual é o retorno financeiro real disso?”
Em 2026, a era dos projetos de TI aprovados apenas pela justificativa de “atualização tecnológica” ou “fim do suporte” acabou. Como diretor de delivery percebo que o maior desafio das companhias em viabilizar o projeto não é a complexidade técnica da implementação, mas a dificuldade em traduzir a mudança em margem EBITDA e proteção de caixa.
É aqui que mora o ROI Invisível e onde muitos projetos vitais morrem ou são postergados perigosamente.
- O tic-tac: dados que o board não pode ignorar
Não podemos mais tratar a migração para o S/4HANA como um evento para um “futuro distante”. A realidade técnica e contratual impõe um deadline que impacta diretamente o risco operacional:
- O fim da linha (Mainstream Maintenance): conforme a Nota SAP 2881788, a manutenção principal para o SAP Business Suite 7 (ECC) encerra-se definitivamente em 31 de dezembro de 2027.
- O custo da espera (Extended Maintenance): existe uma sobrevida até 2030, mas ela vem com um preço. A manutenção estendida exige uma taxa adicional de 2% sobre o valor do contrato anual. Financeiramente, é pagar mais caro para manter uma tecnologia legada que não traz inovação.
O cenário de mercado agrava essa data. Relatórios recentes do Gartner e pesquisas de grupos de usuários como a ASUG indicam que a migração para o S/4HANA segue em ritmo mais lento do que o necessário para cobrir toda a base instalada.
O que isso significa para o seu negócio?
Estamos caminhando para um gargalo de recursos sem precedentes. A lei da oferta e da demanda será implacável: em 2027, a disputa por consultorias e profissionais seniores inflacionará os custos de projeto. Quem deixar para a última hora pagará um prêmio alto por uma entrega feita às pressas.
- A abordagem: de “custo de TI” para “alavanca de novos negócios”
Se o prazo gera o senso de urgência, o ROI invisível gera a justificativa econômica. Muitas empresas falham ao comparar o custo do projeto S/4HANA apenas com o custo de licenciamento atual. A conta real deve ser: custo da ineficiência atual vs ganho de produtividade futura.
Na Ábaco, apoiamos nossos clientes transformando o estudo de implementação e rollouts em uma ferramenta de visão de negócios:
- Infraestrutura e TCO: comparamos os gastos ocultos do on-premise (servidores depreciando, refrigeração, segurança, times de infra dedicados) versus a eficiência da nuvem (elasticidade, segurança global nativa e Clean Core).
- Processos e Inovação: enquanto o ECC exige meses de desenvolvimento para novas funcionalidades, o S/4HANA Cloud entrega Machine Learning e IA embarcada (Joule) a cada trimestre. Quanto custa para sua empresa não ter acesso a essa automação hoje?
- Como a Ábaco constrói essa justificativa com você
Nós entendemos que você precisa de munição financeira, não apenas técnica. Por isso, a Ábaco não entrega apenas uma proposta comercial; nós ajudamos a construir o Business Case.
Atuamos na pré-venda e especialistas do Delivery desenhando o cenário To-Be que justifica o investimento:
- Mapeamento de valor: identificamos onde a operação perde dinheiro hoje (ex: estoque parado por falta de acuracidade no MRP, multas fiscais por falha de integração, tempo excessivo de fechamento contábil).
- Cálculo do ROI: projetamos como a padronização de um rollout ou a migração para o cloud elimina esses gargalos, transformando despesa operacional em investimento estratégico.
Se você é gestor e está com dificuldade de aprovar seu budget de tecnologia, talvez o problema não seja o valor do investimento, mas a ausência da conexão com o P&L da empresa.
Não espere o “apagão de mão de obra” de 2027 nem pague a sobretaxa de 2030. Convido você a agendar uma conversa com nossa equipe. Vamos, sem compromisso, montar o Business Case que prova por A + B que modernizar seu SAP agora é a decisão mais rentável para o futuro da sua operação.
– Renato Assis é Diretor Delivery na Ábaco Consulting.
